Admiravel mundo novo

1Fake-news – O palavrão anglo-saxónico que entrou no léxico generalizado (e no anedotário) das redes sociais, graças, principalmente, a Donald Trump, pode vir a ter as vias mais dificultadas nas redes sociais, caso os grandes operadores se venham a entender, como sugeriu recentemente Steve Ballmer. No entanto, o ex-presidente da Microsoft, acabou por reconhecer, implicitamente, que o único factor que está ao alcance das grandes corporações, é mesmo a ajuda no “combate à disseminação de ‘fake news’, mesmo que as não possam evitar” ou, ainda menos, apagá-las totalmente.
Curiosamente, o debate sobre as ‘fake-news’ (notícias falsas) está outra vez na ordem do dia numa altura em que se sabe que, tanto o Facebook como a Google, foram pirateados por hackers russos que espalharam notícias falsas entre os internautas americanos, durante as eleições presidenciais que Trump ‘ganhou’.

2Nada de vruuuum! Zzooiiim, sff… Entre nós, os últimos dias têm sido pródigos em informação relacionada com veículos eléctricos. Primeiro, o anúncio do governo, dando conta de que, a partir de 2019, todos os novos projectos de construção de habitação vão passar a incluir, obrigatoriamente, pelo menos um ponto de carregamento para veículos eléctricos. De lembrar que, tal obrigação legal já está na lei, mas o legislador não havia incluído as especificações do chamado ‘ponto de carga’.
Já este fim-de-semana último, o secretário de Estado Adjunto e do Ambiente foi ao Porto anunciar que, até ao início do próximo ano, o estado vai instalar uma rede 1.600 postos públicos de abastecimento de veículos eléctricos, em todo o país. José Mendes, que falava no âmbito do Salão do Automóvel Híbrido e Elétrico, que decorreu no Porto, também garantiu a manutenção de benefícios fiscais para quem opte pelos veículos ecológicos.
No dia anterior, a portuguesa EFACEC anunciava a criação de uma estação móvel, como solução destinada a aumentar até aos 1.000 quilómetros, a autonomia dos carros eléctricos.
Outro indicador importante, mostra que, só nos primeiros sete meses deste ano, foram vendidos mais carros eléctricos que em 2016.

3Aparição … e, se de repente vir por aí uma espécie de ovolóide, a circular pelas avenidas de Fornos, por exemplo, não se assuste. É aquele rapaz sul-africano, o Elon Musk que anda a experimentar o camião eléctrico da Tesla. Não falta por aí quem já esteja à espera da última semana de Outubro – altura em que a Tesla se propõe apresentar o seu revolucionário camião eléctrico – para encomendar um exemplar para fazer inveja ao vizinho. E se recorrer à ajuda do estado, sempre são 2.250 euros que poupa…

4Fatal (como o destino) – Está farto de andar a atar câmaras fotográficas no seu drone? Deite fora os elásticos, os nagalhos e a super-cola, porque a Polaroid está preste a disponibilizar não um; não dois, não três, mas quatro (4!) novos drones com câmara incorporada. Ou então, câmara fotográfica com drone envolvente (mas vai dar à mesma coisa e é preciso é que funcione). A verdade é que a marca que nos anos 60 revolucionou o mundo da fotografia instantânea, vai disponibilizar os engarilhos com preços entre os 46 e os 280 euros; era fatal como o destino. Agora só falta decidir, se, para o Natal vamos prometer um drone ou uma máquina fotográfica, aos miúdos. Mas afinal… tanto dá.

5Não é?… Se calhar, até já reparou: você espreita uma motoreta igualzinha à que tinha há 30 anos e desata a chover velharias de duas rodas nos banners do seu Facebook; pesquiza ovos, e aparecem-lhe logo galinhas; escreve ‘prognóstico’ e é logo inundado com oferta de dinheiro ‘de borla’ para apostar em sites de apostas… (Bem, se escrever ‘doença’, também aparece logo um exército de ‘amigos FB’ a publicar louvaminhas, mézinhas e outras porcarizinhas, mas agora não é isso que interessa).
O Alecsander bem tem andado aqui a avisar… e o melhor é dar atenção. Porque quanto mais usamos as redes sociais, mais dados as plataformas recolhem acerca de nós: do que gostamos, do que preferimos, quem amamos, quem odiamos… que número calçamos. Como é que se chama o gato cá de casa (aqui, desatam logo a vender-me croquetes para o felídeo) Mas, pronto, este é o negócio do Mark Elliot Zuckerberg e não vamos agora estragar a vida ao rapaz, não é?…

6Tlliiiiiimm… Para terem mais tempo para se divertirem com os filmes de ‘Bollywood’ (e descontrair ao som dos sitar, enquanto se estuda os ensinamentos de Vatsyayana, ora essa) os indianos lembraram-se agora de criar uma app [aplicação, para os totós] que permite transferir dinheiro por som. Chama-se ‘Tez’ (em Portugal seria ‘Pilim’) a app que a Google está já a pensar lançar nos países do ‘triângulo dourado’ (Indochina).
No caso português, não se antevê grande futuro, dado a previsibilidade de mais de 7 milhões de passíveis utilizadores poderem vir a escolher o som «vemmmmm», em detrimento de «vaiiiiii».