Bloquistas defendem que o precioso líquido deve estar sob a alçada pública

BE propõe “rasgar” contrato com a Indaqua para tornar água acessível a todos

“A água tem de estar na esfera pública e nunca sobre a alçada dos privados. É um bem de todos e por isso não deve haver ninguém a fazer lucro à custa dele.  Aqueles que defendem a continuidade da concessão da água aos privados no concelho de Santa Maria da Feira estão carimbar o saque às populações”. A afirmação é do Bloco de Esquerda que entende que o contrato que a Câmara PSD realizou com a INDAQUA “deve ser rasgado”, já que é “altamente ruinosos para a autarquia e para os feirenses”.

“O preço da água aumentou de forma incomportável, as estradas do concelho parecem bombardeadas, o clausulado que impõe medidas sociais nunca foi  posto em prática pela Indaqua. Todas estas razões justificam o fim do contrato entre Câmara Municipal e Indáqua” – salientam os bloquistas em comunicado.

Neste sentido, o BE demarca-se das propostas “conservadoras e recuadas” que apenas assentam na ideia de que a água deve ser mais barata para famílias numerosas. “São propostas que não resolvem o verdadeiro problema da privatização da água nem reflectem nenhum tipo de justiça social” – aponta.

Para que tonhos tenham acesso à água, o BE propõe aumentar a progressividade do tarifário da água, aplicando-se valores mais baixos para consumos mais reduzidos e valores mais altos no caso de consumos elevados; a criação de um tarifário social para clientes domésticos que se encontrem em situação de carência económica, reduzindo fortemente o preço aplicado sobre o consumo até a um limite de 15m3; eliminar a tarifa de disponibilidade, “imposto que não tem qualquer justificação a não ser substituir o antigo ‘aluguer do contador’ que foi considerado ilegal; e acabar com a cobrança efectuada sobre a ligação à rede de saneamento. “Este tipo de cobranças já teve o parecer negativo do Tribunal de Guimarães e é um custo que não deve ser suportado pelos utentes”.