DIREITO DE RESPOSTA

No seguimento da notícia publicada no Jornal Correio da Feira n.º 5978, de 3 de Outubro de 2016, venho solicitar a publicação do seguinte esclarecimento, que visa corrigir uma notícia cuja redacção prejudica a imagem do anterior executivo da Junta de Freguesia de Guisande, pois o texto publicado refere que o pagamento das dívidas das anteriores freguesias foi o principal objectivo concretizado, referindo em especial a dívida de Guisande, quando existiam de outras freguesias que compõem actualmente a União de Freguesias de Lobão, Louredo, Guisande e Gião.

Não deixa de ser estranho que nessa Assembleia de Freguesia em que foram efectuadas ao executivo da Junta de freguesia inúmeras perguntas acerca dos problemas das freguesias, os elementos da Junta presentes a quase nada reponderam e, quando interpelados em relação a esta atitude, referiram que era o Sr. Presidente da Junta que tratava de tudo e que eles pouco sabiam dos assuntos da União das Freguesias.

Importa ainda assim esclarecer que a freguesia de Guisande quando passou a incorporar a União de Freguesias não tinha débitos, pois a Câmara Municipal de Santa Maria da Feira no âmbito da suas funções assumiu a responsabilidade do pagamento das obras, sendo que o último executivo procedeu à realização de muitas obras na freguesia de Guisande, que em muito beneficiaram a freguesia, ao contrário do anterior mandato e do actual em que muito poucas obras foram levadas a cabo, sendo que no mandato anterior ao executivo, do qual fiz parte, houve o pagamento dos débitos da freguesia de Guisande que ascendiam a cerca de €180.000,00 (cento e oitenta mil euros), não tendo tal facto impedido de se fazer obras e deixar as contas sem débitos, ficando cerca de €10.500,00 (dez mil e quinhentos euros) em caixa.

Assim, não se entende como refere o Sr. Presidente da Junta que passou o mandato como desculpa para a sua falta de ação a falar de débitos que não existem.

Esta questão do aludido pagamento das dívidas das freguesias que hoje integram a União de Freguesias de Lobão, Louredo, Guisande e Gião deve ser objecto de uma auditoria e de investigação pelas autoridades competentes. O Sr. Presidente da Junta, em campanha eleitoral, assumiu o compromisso de efectuar uma auditoria às contas da União de Freguesias, qual será a razão para a mesma não estar feita, uma vez que a freguesia de Guisande nada tem a esconder.

O actual executivo que nada tem feito pelas populações da União das Freguesias só tem como justificação esfarrapada para tal inacção e incompetência política as alegadas dívidas.

 

Elísio Santos Monteiro

Tesoureiro da Junta de Guisande no mandato de 2009 a 2013

Membro da Assembleia da União de Freguesias de Lobão, Gião, Guisande e Louredo

 

Nota: O CF contactou o presidente da Junta da União de Freguesias de Lobão, Louredo, Gião e Guisande, José Henriques, que confirmou que houve uma dívida de Guisande que transitou para o actual mandato e houve inclusive uma “injunção do Tribunal para pagar 80 mil euros”. “Está tudo documentado. Vir dizer que Guisande ainda deixou dinheiro em caixa dá para rir”, afirmou o autarca, lembrando que “já foi tudo explicado em assembleias anteriores”. Quanto à auditoria, José Henriques elucida que não foi realizada precisamente porque não havia fundos. “Uma auditoria tem custos. Se não tínhamos verbas para fazer face às despesas, íamos gastar dinheiro numa auditoria?”, afirmou.