Natal 2015

Sentidas Condolências

As nossas primeiras palavras são dirigidas à família e amigos de Emília Ferreira de Andrade, uma figura da sociedade feirense que nos deixou no sábado passado. Cumpre-nos o doloroso dever de apresentar os nossos sentidos pêsames a seus filhos, netos e demais familiares e amigos.

 

Mensagem de Natal

 

gaspar_natividade_g25As administração e direcção do Jornal Correio da Feira desejam a todos os Feirenses um Santo Natal e Festas muito Felizes.
Um desejo especial de Boas Festas aos nossos Assinantes, Leitores em geral, Colaboradores, Cronistas Residentes, Anunciantes e todos quantos têm acompanhado o percurso informativo do Correio da Feira ao longo dos seus quase 120 anos.
Um Santo Natal ao nosso Poder Autárquico e a todos os nossos Colegas da Comunicação Social.
À nossa jovem e sempre disponível equipa agradecemos, em especial, o seu dedicado profissionalismo que dá continuidade a este centenário jornal regional.
Santo e Feliz Natal e que Jesus feito Homem a todos acumule de Bênçãos.

 

Paulo Fonseca
Jorge de Andrade

 

Homilia de Natal – 1959

Excerto do Livro Para a História da Diocese do Porto

 

Celebramos o Natal Cristãmente, como quem conhece o seu significado mais profundo que é religioso. O Natal é mistério de Deus feito homem entre os homens, para neles viver e os salvar. O Senhor revestiu-se da nossa humanidade e veio e entrou no mundo e na história para ficar; e a Sua vontade é entrar em todas as almas e em todas as casas. É o benigno Salvador e o Príncipe da paz. Acaso poderá ter sentido o Natal sem Jesus?
Ainda não morreu o preconceito laicista que se insinuou em tantas mentalidades e ambientes e conseguiu até fixar-se em textos legais, hoje felizmente obsoletos na maior parte.
Importa reconduzir à pureza da sua origem e das suas formas cristãs determinados bens que, integrando embora o nosso património espiritual, se desvirtuam. Reconheçamos, porém, que às vezes é somente a deficiência de cultura e doutrina que leva a certas posições ou afirmações erróneas.
A família, apesar de sagrada em sua instituição e seus fins, e muito mais, quando cristã, em sua sacramentalidade, não explica nem motiva, por si só, as festas do Natal. A Verdadeira razão de ser do Natal deve ir buscar-se ao facto histórico do advento de Jesus no mundo e ao facto místico do seu advento nas almas. E é pelas almas, ainda mais que pelas imagens, que há-de efectuar-se o advento do Senhor no meio dos lares. Não se ignora nem menospreza o que o Natal representa de aconchego espiritual, de ternura e evocação comovida, para a família. Mas antes de ser a festa da família, e para que seja plenamente, o Natal deve ser a festa de Jesus, centro do amor na Sagrada Família.
Nestes dias festivos, também se enaltece a fraternidade humana e se avivam e sobem mais alto os anseios de entendimento e paz. A Humanidade parece sentir-se mais unida ou, pelo menos, experimenta e manifesta melhor a sua vocação de unidade. Acentuam-se as tendências de aproximação entre os homens; e para as famílias reunidas, intimidade não implica egoísmo.
Em todos os níveis e sectores da vida se exprime uma cordialidade renovada que, apesar dos formalismos aceitos, tem muito de fraterna. E não desejariam os povos reforçar os laços que os prendem e transformar o mundo num grande lar de família, em que todos convivessem como irmãos? Assim deve ser; mas não se esqueça que só no presépio de Belém se pode encontrar o centro na unidade e o fulcro da paz.

D. Florentino de Andrade e Silva
Bispo Titular de Heliossebaste, Administrador Apostólico do Porto – Bispo de Faro.
Cavaleiro Grande Oficial da Ordem de Cavalaria do Santo Sepulcro de Jerusalém.