Atalaia

O Debate

No lançamento do Debate de terça-feira, escrevíamos, que “também nós assumíamos a responsabilidade de promover (e ajudar a descodificar) a enorme quantidade de informação (propaganda, assuma-se) que já por aí circula, travestida de mil-e-uma formas de comunicação que os Candidatos e suas candidaturas utilizam para ‘passar mensagem’”. E que não valia a pena “assobiar para o lado, porque as ‘campanhas’ já estão no terreno”.
Ora, apesar da transmissão do concerto solidário para com as vítimas do incêndio de Pedrógão – que todas as estações televisivas e cadeias de Rádio transmitiam em uníssono à mesma hora – não poderemos ser acusados de exagero, se afirmarmos que o Debate se saldou por um enorme sucesso, extravasando mesmo as melhores expectativas.
Os Candidatos souberam estar à altura. O Público foi excepcional, e mostrou que – mesmo professando opiniões políticas diferentes, ou simpatias alinhadas – o civismo não é palavra (nem conceito) vão em democracia.
Para nós, tratou-se do culminar de um processo, em que estava em jogo o sucesso de uma iniciativa inusitada, apesar da ausência (ainda assim muito menos notada do que seria de esperar) do candidato do PSD, Emídio Sousa, o qual, obviamente, foi atempadamente convidado à participação.
Prevaleceu, no entanto, a justificação de última-hora, em que a Candidatura apontou dificuldades de agenda, face a compromissos anteriormente assumidos. É a vida…
Mas foi pena, porque com isso, perdemos todos: o público presente; os Leitores; os Candidatos presentes… E o Candidato ausente.