CORREIO DO LEITOR

Carta sobre Paços de Brandão

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Silvestre Santos

Proprietário da Lusomassa em Paços de Brandão

Na qualidade de proprietário do estabelecimento comercial Lusomassa, na Rua da Ponte Nova, em Paços de Brandão, venho expor uma situação que se está a traduzir num enorme prejuízo para a minha empresa e, por conseguinte, a pôr em risco 13 postos de trabalho. A situação, que se está a tornar insustentável, refere-se às obras nas estradas circundantes ao meu estabelecimento comercial (aparentemente para alargamento dos passeios) que duram há sensivelmente cinco meses. Este período evidencia um claro desinteresse por parte da Junta de Freguesia em terminar definitivamente a obra que entretanto se tornou infindável. Diariamente são visíveis duas pessoas a trabalhar na rua, estando as máquinas paradas, servindo apenas de barreiras ao trânsito.

A situação torna-se mais revoltante quando se compara o empenho, bem diferente, quando essas obras envolveram as ruas de acesso ao hipermercado Continente que abriu recentemente ali perto, não tendo demorado mais de um mês desde que tiveram início até à sua finalização. Deu-se inteira prioridade à zona do novo espaço comercial (loja Continente), onde tiveram início as tais obras das estradas e um completo desinteresse à medida que a obra avançava pelas zonas periféricas ao local.

Passados vários meses desde o início da infindável obra, por sentir que o estabelecimento público de que sou proprietário e que desde há 15 anos serve a Vila e os habitantes dela o mesmo respeito mereciam por parte das entidades competentes, procurei expor a situação junto dos Presidentes da Junta de Freguesia e Câmara Municipal com quem reuni. Dessa reunião, ficou a garantia que a conclusão da obra estaria para breve. Refiro que, desde esse encontro, já passou quase um mês e o cenário continua o mesmo.

Ora, dado que os procedimentos inerentes a esta situação prejudicam seriamente o acesso das pessoas ao local comercial e que os prejuízos que acumulo começam a ser insuportáveis, a situação de fecho permanente do estabelecimento está a ser considerada. Essa desistência trará para a condição de desemprego 13 pessoas.

Assim, e como toda esta situação não só me prejudica a mim enquanto comerciante mas a todos os funcionários, família que destes depende e moradores da zona, julgo esta ser matéria de interesse aos meios noticiosos a quem recorro para que difundam o lastimável desempenho dos órgãos públicos que refiro que mostram não se pautar pela lei da justiça e da igualdade de direitos.