Cigarrinho? Ora dá cá um e a seguir dá outro

A implementação de uma lei contra o uso do cigarro em espaços públicos fechados era uma decisão inevitável para a sociedade. Os fumadores sabem que o cigarro no término de uma refeição, por exemplo (pois não é o único), é obrigatório. Não me perguntem o porquê. Apenas sabe bem. Noutros tempos, as pessoas acabavam de almoçar ou jantar e acendiam, de imediato, o belo do cigarro dentro do restaurante. Agora têm que deslocar-se ao exterior (raros são onde é permitido fumar no interior) e não estaria mais de acordo. Uma família, um casal ou um indivíduo que estejam a fazer a sua refeição não são obrigados a fumar passivamente. Pessoas que escolhem não fumar, não têm que inalar o fumo de outras. É uma lei que zela pelo civismo e não causa tanta discórdia quanto se imagina, pelo contrário. Há cafés sem qualquer tipo de extração para o exterior e, por isso, o consumidor tem que fumar o seu cigarro no exterior. Numa visão que não a minha, mas tentando perceber, pode até ser questionável estar num local a consumir e não poder usufruir do espaço como desejado, mas muitas pessoas que assim pensam nem dentro da própria causa fumam. Vá lá, não custa nada dar uns passos a mais e ir até à rua fumar um, dois ou três cigarros.

Marcelo Brito

O autor do texto opta por escrever segundo o novo Acordo Ortográfico.