A Baleia e a Educação

“Baleia Azul” é o novo susto que vem da Internet. Um jogo que alicia os jovens, que envolve auto-mutilação, entre outras perigosas etapas, e acaba em suicídio. Os pais estão em alerta contra o jogo e as autoridades tentam encontrar solução.

Não há forma de evitar o acesso das crianças e jovens à “rede”. Nem forma de impedir que apareçam sempre novos jogos, novos aliciamentos altamente prejudiciais. Com a intenção de cativar os jovens menos esclarecidos ou com um espírito menos forte.

Mas, afinal, é assim tão diferente de outras pragas do passado, que atingiram fortemente os jovens e a sua saúde, como drogas duras e outros estupefacientes? A sociedade venceu a difícil batalha, sobretudo esclarecendo as crianças e jovens e preparando-os para as abordagens dos passadores.

A nova realidade da força da Internet e da impossibilidade de impedir o acesso de crianças e jovens obriga a fazer algo de muito eficaz na sua preparação, para se defenderem dos assédios que surgem, secretamente, numa simples mensagem.

A solução poderá estar no Ensino, onde crianças e jovens estão até à adolescência. Anos decisivos da formação de um Cidadão.

Mais do que cuidar que tenham boas notas (importante, sem dúvida), a Escola deveria inscrever como prioridade a formação do caráter e da personalidade de cada cidadão. Prepará-las, assim, para não caírem em “contos do vigário” que vêm disfarçados pela Internet. Altamente perigosos, entram porta dentro de cada lar e de cada pessoa, silenciosos, com linguagem muito bem elaborada, para atrair jovens menos esclarecidos.

Eduardo Costa

Jornalista e presidente da Associação Nacional da Imprensa Regional