Incêndios e praias

Um fenómeno transportou anormais fontes de calor solar, que afetaram o clima habitual de várias zonas do Planeta, no passado mês de outubro. Nas imagens de satélite, pode ver-se que essa fonte de calor anormal varreu parte do norte de Portugal. Poderá estar, assim, justificada a devastação de fortíssimos  incêndios fora da época habitual.

Fica a certeza de que já não há uma rigorosa época de incêndios. Fica o alerta de que temos que ter sempre dispositivos preparados para atacar qualquer foco.

Não deveria ser necessário morrer tantos inocentes para tomarmos medidas. Não perdoaremos se não forem tomadas, agora que se percebe claramente que não há uma época de incêndios perfeitamente definida.

O mesmo acontece, aliás, com a chamada época balnear. Já há muito que demos por conta que as praias inundam, desde que haja uns raios de sol. Também com muitos turistas estrangeiros, sobretudo do centro e norte da Europa, para quem 10 graus obriga a andar de t-shirt! É sabido, igualmente, que estamos a beneficiar da fama internacional de algumas das nossas praias muito bem classificadas para surfistas.

Novas realidades que já conhecemos e, por isso, não podem ser analisadas só quando acontecer algum acidente grave. Como vimos acontecer com os incêndios dos últimos meses.

autarquias com costa frequentada por banhistas e surfistas fora da época balnear, sobretudo turistas estrangeiros, que já acertaram colaboração com as autoridades nacionais. Bons exemplos. A seguir.

 

Eduardo Costa,

Jornalista e Presidente da Associação Nacional da Imprensa Regional