Ser tudo sem querer nada

 

No mundo, é só mais um, entre muitos, artistas ligados ao Cirque do Soleil, mas por cá Rui Paixão está no topo do teatro de rua. Do alto dos seus (inacreditáveis) 21 anos, revela-se um filho único que cresceu a brincar sozinho e desde cedo se aventurou a ‘divertir’ as pessoas. Os seus espectáculos são ‘jogos’ de improviso que despertam a criança que há em si (e nos outros). De cara branca e cabelo verde, o seu palhaço quebra preconceitos e barreiras que só a arte, com as suas infinitas possibilidades, consegue transcender.

Texto Daniela Castro Soares

Fotos Pedro Almeida

O boné na cabeça virado ao contrário denuncia, mesmo ao longe, que é Rui Paixão que chega para a entrevista. “Desculpem o atraso”, pede, ainda ensonado, porque regressou de Barcelona no dia anterior, onde fez mais uma actuação. Na mão, com as unhas pintadas de verde que revelam o artista, traz as fotografias de infância, três, que mostram um menino com cara de reguila e claro… o boné ao contrário.

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