A estalagem que quer voltar a ser o cartão-de-visita da cidade

 

Um edifício emblemático de Santa Maria da Feira, com uma sala nobre que chegou a receber altas figuras do Estado, mas que entretanto caiu no esquecimento. Agora, Tomás Veloso, o proprietário, avançou com um projecto, inovador no conceito, mas sem esquecer a história do espaço.

Daniela Castro Soares

daniela.soares@correiodafeira.pt

FEIRA O visionário foi Antero Andrade e Silva que, sempre pensando no desenvolvimento da sua terra, Santa Maria da Feira, iniciou a construção da primeira estalagem do lugar. Estávamos em finais dos anos 40 e a construção foi feita por fases. Primeiro a garagem, que serviria de estacionamento para os clientes da estalagem e também de oficina automóvel, acompanhada das bombas de gasolina, depois o edifício em si. Visitando hoje, é possível ver os esses traços do tempo: os azulejos, as madeiras, os quartos pequenos, a ala dos criados.

A inauguração da Estalagem de Santa Maria deu-se no dia 12 de Julho de 1953 com uma grande festa, o casamento de Nuno Andrade e Silva, o filho do proprietário, com Maria Alice Coimbra Almeida e Silva. A bênção ficou a cargo do irmão de Antero Andrade e Silva, D. Florentino Andrade e Silva. A estalagem foi, a partir daí, dada à concessão a diversos “inquilinos” mas permaneceu sempre o lugar de eleição para as festas de família. Os Andrade e Silva recordam bem os casamentos e baptizados lá realizados e as pessoas que estiveram presentes nesses momentos importantes. “O meu pai gostava muito de ir lá almoçar”, conta uma das antigas proprietárias, Maria Emília Andrade e Silva. Era o seu “ponto de encontro”.

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