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18 de Junho de 2018

Sensivelmente desde o início deste ano tem vindo intensificar-se uma espécie de tentativa de cerco a este Jornal. Debalde, claro. Para quem, como nós, percebe os sinais, já seria suficiente o testemunhar de movimentações dos que não sabem lidar com quem n

Na semana passada, a distribuição postal do nosso Jornal chegou, pelo menos, um dia mais tarde às mãos dos Leitores. A razão do que aconteceu é o que nos leva a publicar o texto seguinte.

 

Cronologia dos Acontecimentos

15/ Maio/ 2018 - terça-feira

A representante dos CTT Feira coloca em causa todo o procedimento habitual entre CF e CTT na forma do pagamento, em prática há anos, deixando a informação, verbal, a uma funcionária do Jornal, de que ia dar conhecimento do assunto superiormente.

(Procedimento Corrente: Entrega da edição do CF no centro de distribuição postal de Espargo e pagamento imediato no primeiro dia útil da semana: segunda-feira.)

 

- Se havia um procedimento fora do normal (algo, para nós, absolutamente desconhecido) estranhámos logo que a senhora não tivesse o cuidado de falar com a Administração do CF, expondo o alegado problema para em conjunto, se encontrar soluções. Era o mínimo que a boa educação e a lisura de procedimentos exigia.

 

Mas estranhando a inédita postura dos CTT, contactámos de imediato alguns dos nossos Colegas sedeados na Região, nomeadamente Jornal N, O Regional (S. João da Madeira) e Correio de Azeméis, ficando de imediato estupefactos quando todos os colegas nos confirmam que não tinham conhecimento de nada, instalando-se assim um sentimento de perseguição e discriminação que tem vindo a agravar-se, numa clara tentativa de silenciar um jornal com 121 anos.

Suficientemente grave e demonstrativo disso mesmo são as informações que a Administração do Jornal N nos transmite, com a confirmação de que o seu procedimento de entrega e pagamento junto dos CTT, são exactamente os mesmos do CF, como aliás era do nosso conhecimento. A confirmação da discriminação chegou-nos pela Administração do Jornal N no envio de uma mensagem confirmando de que nada havia sido alterado nos procedimentos entre o N e os CTT! E mais, que não tinham sido informados de que houvesse alguma inconformidade nos envios postais dos Jornais, nem que os procedimentos tinham sido alterados, ou iriam sofrer alterações!

A partir desta informação, os nossos receios avolumaram-se: os CTT da Feira parecem obedecer a um plano que visa silenciar o Correio da Feira e, como ficou demonstrado, para isso não se inibem em Discriminar e Perseguir na tentativa de nos criar dificuldades, usando a sua arma mais poderosa: PREPOTÊNCIA.

 

 

16/Maio/2018 -quarta-feira

Levando a sério a sua missão, a recém- nomeada responsável dos CTT da Feira, ‘descobriu’ nova situação “irregular”: Não era permitido ao CF entregar as edições para distribuição no Centro de Distribuição Postal (CDP) de Espargo. Algo que fazíamos há anos!

Confessamos que com esta nova ameaça, surgiram-nos sérias dúvidas sobre a possibilidade de fazermos chegar aos nossos leitores o Jornal CF, por via postal.

Por parte dos CTT-Feira, na pessoa da Sr.ª Márcia Rodrigues, tudo estava a ser feito para que o Correio da Feira não fosse distribuído aos Leitores a tempo e horas. Era a nossa convicção.

Estranhamente, todas estas dificuldades que são agora expostas pela chefe dos CTT da Feira nunca, foram apresentadas à Administração do CF, nem em conversa, muito menos por escrito. Foram transmitidas verbalmente aos nossos colaboradores, que já saturados pela forma arrogante como eram abordados, solicitaram à senhora o favor de comunicar com a Administração do Correio da Feira, de preferência por escrito.

O nosso canal disponível nos CTT foi sempre o Sr. Américo Rola, gestor de clientes, com quem sempre temos mantido diálogo franco e aberto. Foi a este que apresentámos as nossas suspeitas de perseguição e discriminação e avisámos de que tudo faríamos para averiguar o que está na origem deste procedimento por parte da nova chefe dos CTT Feira. Na ocasião, solicitou-nos paciência e algum tempo para, sem compromissos, tentar encontrar uma solução.

 

18/Maio/2018 - sexta-feira

Ao fim da tarde recebemos (Administração) um telefonema do Sr. Américo Rola informando-nos que manteríamos os procedimentos de entrega e pagamento como vinha sendo habitual e que esquecêssemos este assunto. Ficámos, no entanto, de agendar uma reunião entre Correio da Feira e CTT para apresentar as reclamações dos nossos leitores que acusam os CTT de atraso na entrega do CF, o que, nalguns casos, resultou em cancelamento de assinaturas.

 

De seguida, nas edições de 21 e 28 de Maio e de 04 de Junho, seguiu-se o decurso normal, sem se apresentar nenhum problema que não fosse o dos habituais atrasos na entrega do jornal aos nossos assinantes, obrigando-se o jornal a fazer chegar alguns exemplares a assinantes que reclamaram a não entrega do semanário.

 

11/ Junho/2018 - segunda-feira

No horário habitual de entrega, os CTT recepcionam a edição do CF para distribuição.

Também como habitualmente, às 10h:00m a nossa colega dirige-se aos CTT para fazer o pagamento da expedição da edição semanal do Correio da Feira. A srª Márcia Rodrigues vai de imediato ao balcão comunicar à nossa colaboradora que a edição não foi distribuída e só o seria no dia seguinte, terça-feira e que, a partir de então, seria esse o procedimento normal, alegando ser como está contratado entre associação de imprensa nacional e os CTT. Acrescentou que, se o desejássemos, consultássemos o contrato e observássemos a regra.

Mais tarde, pelas 12h:00m a secretaria do Jornal recebe um e-mail do gestor Comercial dos CTT, Sr.º Américo Rola com o seguinte teor:

 

 - Bom dia Sr Jorge,

 

Devido a regras internas dos Ctt, os jornais só podem seguir para a distribuição a partir do momento em que são aceites e pagos ao balcão.

 

Como o vosso jornal é entregue à Segunda-Feira pelas 07 horas, não nos é possível fazer a aceitação e coloca-los na rua para distribuição, porque o balcão do atendimento só abre às 09 horas.

 

Sendo assim, o jornal só sai para distribuição à terça-feira e não à segunda como era regra até agora.

 

Se tiver alguma dúvida disponha.

 

Grato pela atenção dispensada.

 

 

Cumprimentos,

 

 

Já durante a tarde do mesmo dia, recebemos via e-mail um pedido urgente dos CTT para uma reunião no dia seguinte, terça-feira. Entretanto, nos vários contactos mantidos com o Jornal N, com o intuito de unirmos forças para dar uma resposta aos CTT, tinha surgido a possibilidade de os dois semanários conjuntamente agendarem a reunião com os CTT, o que acabou por não acontecer, por opção da Administração daquele semanário.

 

12/junho/2018 - terça-feira

09h:00m: reunião entre Correio da Feira, com a presença do Dep. Jurídico da empresa e representantes dos CTT, que iniciaram a sua intervenção apresentando os ‘novos procedimentos’. Também solicitaram explicações necessárias para compreenderem a necessidade da distribuição do Jornal à segunda-feira e algumas realidades e apostas da empresa foram também apresentadas, no esforço de se encontrar soluções na colaboração entre CF e CTT.

De notar que durante toda a reunião, nunca foi apresentada uma justificação e um pedido de desculpa pela não-distribuição da última edição. Desgastados com a continuidade da sua prepotência e falta de respeito pelos Feirenses e Correio da Feira a Administração deu por terminada a reunião.

 

A gravidade da situação subiu de tom, ainda no mesmo dia, quando, durante a tarde recebemos telefonemas de leitores avisando que alguns carteiros afirmavam que o jornal Correio da Feira não tinha sido distribuído pelos CTT por falta de pagamento.

Demos imediatamente conta do acontecido à Srª Márcia Rodrigues que prometeu tomar as diligências necessárias, sem que até hoje nos fizesse chegar qualquer informação ou justificação.

 

 

15/06/2018 – 11h.59m

Recebemos a primeira comunicação, após reunião com os CTT nas nossas instalações. As condições que nos apresentam tornam inviáveis a distribuição do jornal à segunda-feira. Com essas condições avisam-nos que temos unicamente duas semanas, a edição de 18 e a de 25 como tempo para nos adaptarmos (nós e os Leitores) à nova realidade.

Sobre os portugueses e feirenses, os nossos Leitores, nem uma palavra. Por esses, não há tempo a conceder nem preocupações a serem presentes, neste novo procedimento que, diz agora os CTT, tem de entrar em vigor. Aos leitores do Correio da Feira, aos feirenses em particular não houve uma palavra, um pedido de desculpa, uma explicação para a sua falha na distribuição e para a exigência em cumprir um acordo em que falharam.

 

 

Conclusão:

São gritantes as diferenças de exigências entre Correio da Feira e o agora Jornal N, alegadamente antigo Terras da Feira. Começam logo pela organização dos jornais, aquando a sua entrega no Centro de Distribuição Postal de Espargo.

A determinado momento, exigem ao Correio da Feira a entrega dos jornais devidamente separados por códigos postais e giros; mas, estranhamente, ou talvez não, o mesmo não acontece com aquele nosso ‘colega’.

Recusam entregar o CF com o pagamento a ser efectuado na segunda-feira (isto porque de madrugada não há ninguém nos CTT habilitado a receber!). Mas este ultimato é feito exclusivamente ao Correio da Feira, apesar dos nossos colegas terem a mesma forma de actuar!...

Recusam receber-nos no CDP de Espargo, mas recebem o Jornal N!

Só quando alertados para as diligências da Administração do CF junto dos colegas da imprensa regional da zona, os senhores do CTT perceberam que não lhes restava outra saída senão atingir com as suas medidas também o Jornal N, sob pena de acusação de discriminação continuada. Na verdade, é tarde pois o acto de discriminação vem de longe e tem data antiga, com provas incontestáveis.

 

Razões:

A nossa tomada de posição imparcial com a abertura do Jornal a todas a todas as forças políticas, foi sempre um “murro no estomago” de um certo poder político local, como se demonstra através da controversa distribuição dos anúncios e na distribuição selectiva de informação primária aos jornais locais por parte da Câmara Municipal.

É evidente que os artigos críticos à nossa governação local são o “caroço” difícil de engolir, por falta de hábito e para o demonstrar, enviam-nos mensageiros com subtis recados em tons de aviso.

Há sete anos com responsabilidades assumidas na imprensa regional, representando o titulo centenário Correio da Feira, podemos afirmar que já assistimos a muito (e algumas das situações eram por nós previsíveis), mas assumimos o risco e fomos em frente pela Verdade, pelo Compromisso, ao Serviço da informação, do nosso Concelho e dos Feirenses. Não vamos desistir! Iremos prosseguir!

 

Jorge de Andrade

Administração

 

 

Nota da Direcção

Sensivelmente desde o início deste ano tem vindo intensificar-se uma espécie de tentativa de cerco a este Jornal. Debalde, claro. Para quem, como nós, percebe os sinais, já seria suficiente o testemunhar de movimentações dos que não sabem lidar com quem não dobra a cerviz; mas a isso junta-se informação privilegiada, que nos tem chegado de fontes fidedignas, num avolumar de situações que não deixam margem para dúvidas: há por aí figurões sem escrúpulos a querer silenciar o Correio da Feira, recorrendo, inclusive a acções concertadas, não hesitando em lançar mão de pessoas e instituições terceiras, as quais lamentavelmente a tal se prestam. Por razões que muito bem percebemos, aliás, e não deixaremos passar em claro.

Por isso, não posso deixar de subscrever o texto precedente, juntando a garantia de que, aqui, não há quem meta o rabo entre as pernas. É esperar, para ver…

 

Orlando Macedo

Direcção

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