17 de Setembro de 2018

O PROMETIDO, É… DEVID(R)O

Na sua imensa sabedoria, o povo diz que ‘quem não se sente, não é filho de boa gente’. E que ‘o pior cego é aquele que não quer ver’. Ora, aqui no Correio da Feira, não só nos sentimos, como não temos propensão a ceguetas. Quando muito, temos feito concessões ao pudor.

Mas, socorrendo-nos da paráfrase da sabedoria popular, ultrapassado que ‘não há duas sem três’ e cientes de que ‘cesteiro que faz um cesto faz um cento, se lhe derem verga e tempo’, acabámos de atingir o limite da paciência, face mais uma ofensiva descarada à integridade da comunicação social, que repudiamos e nos merece resposta adequada. Porque ‘mais vale tarde, do que nunca’.

 

Vem isto a propósito da ‘plantação’ de texto – no jornal N - obviamente dimanado da câmara municipal, em que se repercute que ‘com papas e bolos se enganam os tolos’. Se quisermos continuara a vogar num mar de rifões, poderemos dizer que ‘a ocasião faz o ladrão’; mas naquela prática (plantação de ‘notícias’ no citado… ‘jornal’) a ‘ocasião’ é a prática corrente e ‘o ladrão’ o que não sabe que ‘a ignorância é a mãe de todas as doenças’. Mas não sabemos, todos, que a manutenção da ignorância rendeu 48 anos de obscurantismo à ‘outra senhora’?

 

Uma visão realística tem-nos mostrado que ‘a ração não é para quem a merece; é para quem a há-de comer’. E lá nisso – distribuição da ração – ninguém bate a receita do PPD-PSD, que, sob a égide de Alfredo Henriques, principalmente, após as tremuras provocadas por António Cardoso nas eleições autárquicas de 1989, logo tratou de amansar a comunicação social local, juntando o então ‘Terras da Feira’ ao recém-abocanhado Rádio Clube da Feira, nas fileiras do ‘sim-senhor’.

Claro que uma coisa é (e era) o lobo, e outra, a pele do dito cujo; por isso, (e o povo, na tal imensa sabedoria, é tramado, caramba!...) sempre se disse que ‘quem não quer ser lobo não lhe vista a pele’; por isso se segue a cartilha alfrediana, que tão bons resultados tem dado, ao longo de quase 4 décadas. Afinal, ou, dito de outra forma, ‘quem sai aos seus não degenera’.

Poderão os conformistas vir dizer que ‘um dia é da caça, outro do caçador’ e que ‘quem ri por último, ri melhor’. Mas para quem sabe que ‘nem tudo o que reluz é ouro’, é perceptível que ‘quem espera NUNCA alcança’, principalmente quando, ‘pela aragem, se vê quem vai na carruagem’.

E afinal, ‘quem semeia ventos colhe tempestades’, ditado quase tão verdadeiro, quanto o que reza que ‘quem diz as verdades, perde as amizades’. Mas que fazer, se ‘quem cala, consente’?

A pseudo-entrevista que o Ene deu à estampa na semana passada, mostra à saciedade que ‘manda quem pode, e obedece quem deve’. Problema, é que, ‘para bom entendedor, meia-‘entrevista’… basta’. Mas lá diz o povo: ‘ignorante é aquele que sabe e se faz de tonto’.

Ora ficou (outra vez) demonstrado que ‘o Ene põe e a Câmara dispõe’. Afinal, ‘os amigos são para as ocasiões’ e o segredo é a alma do negócio. Por isso, mais vale um jornal na mão, do que dois a voar, não é?... Principalmente para alguns, para os quais o prometido é… de vidro. 

 

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