Alexandra Trindade, professora e presidente da direção pedagógica da instituição brandoense, enaltece o crescimento e as características dos instrumentos da classe de percussão, que ‘obrigaram’ ao investimento num espaço exclusivo
A Academia de Música de Paços de Brandão (AMPB) encetou as comemorações dos 150 (+2) anos da Tuna Musical Brandoense, no transato dia 12 de março, com a inauguração do edifício ‘Percussão’.
Após a inauguração e respetivo descerramento da placa, momento que contou com a presença do presidente da Câmara Municipal, Emídio Sousa, os presentes foram brindados com um pequeno concerto de XiloPaços e PercuPaços (classes de percussão da AMPB, sob direção do professor Marcelo Pinho), seguido dos Rufinos & Rufinas (liderados pela professora e ex-aluna Brites Marques), que deram continuidade à cerimónia. Os Saltimbancos de Santa Maria (CiRAC) também marcaram presença.
As comemorações dos 150+2 anos da Tuna Musical Brandoense será celebrada até junho, com vários momentos: Orquestra Filarmónica Portuguesa a 2 de abril; Concerto de Professores a 19 de abril; Portuguesíssimo a 2 de maio, Missa Comemorativa a 4 de maio; Academia de Música de Santa Maria da Feira a 13 de maio; Orquestra Sinfónica de Jovens de Santa Maria da Feira & Laureada do Concurso Internacional Paços’ Premium a 21 de maio; Concerto de Professores a 3 de junho; Jazz & Gospel a 4 de junho; Tunas no Arraial a 12 de junho; e Concerto de Encerramento a 26 de junho.
A professora de violino e presidente da direção pedagógica da AMPB explica os motivos que levaram a instituição a investir num novo espaço. “A inauguração do edifício ‘Percussão’ surge como uma consequência positiva de um trabalho de excelência da classe de percussão, que abriu no ano letivo 2008/09 e que desde cede teve grande procura e adesão. O professor Marcelo Pinho tem feito um trabalho excelente. A classe está sobrelotada e com as próprias características dos instrumentos, que têm um volume sonoro elevado, foi-se sentindo a necessidade de ter um espaço à parte unicamente dedicado à percussão”, esmiúça Alexandra Trindade ao Correio da Feira.
Relativamente à celebração dos 150 (+2) anos da Tuna Musical Brandoense, esclarece o atraso, justificado com a pandemia que assolou o mundo em 2020. “As comemorações e os eventos estavam previstos acontecerem a partir de março de 2020 e foram sendo adiados. Achamos que há condições para se realizarem este ano, daí serem 150 (+2) anos”.
Quanto à programação, houve alguns pequenos ajustes face ao que estava planeado. “O fio condutor, no fundo, é criar eventos diversificados para públicos diversificados, mas que todos tenham uma relação direta ou indireta à AMPB, a instituição que nasceu a partir da Tuna Musical Brandoense. Os eventos foram ‘desenhados’ nesse sentido, de chamar pessoas que já passaram pela AMPB: alunos, ex-alunos, professores… pessoas que já tiveram relação e que contribuíram para o crescimento da AMPB”, termina.

