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  • Meia centena de voluntárias dos 31 aos 95 anos tricotam casacos de lã para as fogaceiras
  • Redação redacao@correiodafeira.pt
    14 de dezembro de 2022
  • © CM Feira (1/2)
    © CM Feira (1/2)

    ‘Tricotar ao Serão’, dia 16 de dezembro, às 21h00

    Meia centena de voluntárias dos 31 aos 95 anos tricotam casacos de lã para as fogaceiras

    Sexta-feira, 16 de dezembro, às 21h, as voluntárias do projeto comunitário Ponto Fogaça vão juntar-se no Imaginarius Centro de Criação, em Santa Maria da Feira, para um serão a tricotar casacos de lã que vão aconchegar as meninas mais pequenas na Festa das Fogaceiras, celebrada a 20 de janeiro, feriado municipal.

    ‘Tricotar ao Serão’ será o único encontro que vai reunir praticamente todas as tricotadeiras do Ponto Fogaça, que habitualmente trabalham de forma autónoma em casa ou em grupos mais restritos. Pretende-se que esta seja uma noite de convívio e de partilha de saberes, onde não faltará a fogaça acompanhada de vinho do Porto.

    Recorde-se que a Câmara Municipal de Santa Maria da Feira desafiou a comunidade a participar na produção artesanal de casacos de lã destinados às meninas que vão desfilar com a fogaça à cabeça na Festa das Fogaceiras, vestidas e calçadas de branco.

    “O que mais me impressionou foi a vontade imediata de pessoas de vários municípios da região de participarem neste projeto com um entusiasmo e entrega que não via há muito tempo”, refere o presidente da Câmara, Emídio Sousa.

    “O Ponto Fogaça está a unir diferentes gerações e a recuperar a tradição dos serões a tricotar, onde uma boa conversa espanta os problemas do dia a dia, combate o isolamento e previne episódios de ansiedade e depressão. Muitas das voluntárias têm-nos dito que esta atividade é uma terapia, que trouxe ânimo aos seus dias e lhes exige agilidade mental, foco e trabalho manual”, acrescenta o autarca, sublinhando que “as tricotadeiras sentem-se verdadeiramente felizes e motivadas, pois estão a ocupar o seu tempo livre de forma saudável e com um propósito muito nobre”.

    Assim que foi divulgado, o projeto Ponto Fogaça foi recebido com inúmeras manifestações carinho, entusiasmo e interesse, tendo aderido 55 voluntárias, com idades entre os 31 aos 95 anos, na sua maioria do concelho de Santa Maria da Feira, mas também de Vale de Cambra, S. João da Madeira, Oliveira de Azeméis, Ovar e Aveiro e Gaia, que quiseram fazer parte deste movimento solidário em torno da festa religiosa mais identitária das Terras de Santa Maria.

    A Câmara Municipal disponibiliza os materiais necessários à produção dos casacos (agulhas, lã, botões e molde) e a equipa coordenadora presta os esclarecimentos necessários a todas as voluntárias. Em ano de estreia, o projeto comunitário Ponto Fogaça dá prioridade às fogaceiras mais pequenas, mais vulneráveis ao frio, mas o objetivo é alargar a oferta, mediante o número de casacos a produzir.

    O Ponto Fogaça é um projeto em construção, “que terá continuidade nas próximas edições da Festa das Fogaceiras, podendo vir a abranger a vertente formativa”, refere, em nota de imprensa, o Município. “Este ano, o conhecimento e experiência na arte de tricotar são requisitos fundamentais, de forma a garantir uma maior e melhor resposta à produção das peças”.

    Os casacos de lã artesanais produzidos no âmbito deste projeto “vão completar e enriquecer o espólio do Cantinho da Fogaceira, que já disponibiliza para empréstimo centenas de vestidos e sapatos brancos, utilizados anualmente pelas meninas fogaceiras, mediante solicitação prévia e stock limitado”.

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