Frutuoso Tomé. A Comissão Política Concelhia do CDS apresentou Frutuoso Tomé como candidato do partido à Câmara Municipal de Santa Maria da Feira nas eleições Autárquicas de 2025
CF – Porque decidiu aceitar o convite da Comissão Política Concelhia (CPC) do CDS para ser o candidato do CDS às próximas eleições Autárquicas?
Frutuoso Tomé – Em primeiro lugar, quero dizer publicamente que fiquei surpreendido pelo convite e desafio lançado pela minha colega Maria Fernanda (presidente da CPC do CDS Santa Maria da Feira) e, após um período de reflexão pessoal, depois de ter ouvido três pessoas da minha confiança, decidi aceitar o honroso convite e desafio. Bom, chegou a hora de dar o meu contributo cívico ao Concelho, o meu conhecimento e a minha experiência política para ajudar o meu Concelho. Daí o lema da candidatura ‘Vamos ajudar!’.
Como avalia o desempenho do atual presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, Amadeu Albergaria?
Seria injusto da minha parte dizer que o desempenho de Amadeu Albergaria é negativo, isto é, em nome do bom rigor, Amadeu Albergaria não é o principal responsável do programa atual. É certo que Amadeu Albergaria exercia o cargo de vice-presidente até à renúncia de funções de Emídio Sousa, mas, todavia, relembro publicamente que Amadeu Albergaria esteve de acordo com a construção dos novos Paços do Concelho, enquanto vice-presidente e, após ter assumido o cargo de presidente, decidiu não avançar com o projeto de construção, usando o argumento da construção do ‘Túnel da Cruz’, quando são realidades completamente distintas. Por este principal motivo e acrescento um bocadinho de excesso de show off à sua volta, não consigo dar-lhe uma nota positiva, mas também sou incapaz de lhe dar nota negativa ao seu desempenho na função do seu cargo. Chamo à atenção que está a liderar um conjunto de vereadores que não foram escolhidos por si, mas sim por Emídio Sousa.
O PSD lidera os destinos da Câmara da Feira desde que acontecem eleições democráticas no país. Consegue explicar as razões para esta hegemonia?
Não vou entrar em análises políticas, o que eu sei é que desde o dia 12 de dezembro de 1976 os feirenses deram a vitória ao PSD (em 1982, foi a AD), ou seja, sou um defensor acérrimo da democracia e em democracia o povo é soberano, ‘ponto’. No entanto, é importante frisar que o CDS é uma alternativa forte e bem preparada para responder às necessidades dos cidadãos. O CDS está preparado para assumir responsabilidades, com um compromisso claro com a melhoria da qualidade de vida e o progresso de Santa Maria da Feira.
Como vê o Concelho no seu todo?
Um Concelho que podia estar melhor, em virtude da dinâmica do tecido empresarial, da qualidade excecional do associativismo e acima de tudo a força dos feirenses (obviamente que existem exceções), apesar de todos os contratempos do dia a dia, ou seja, o poder local político não está à altura das suas gentes, pese embora ter sido eleito democraticamente. Aí está uma questão deveras interessante para ser objeto de estudo no campo sociológico.
“Voz forte”, não um “yes-man”
O que mudará em Santa Maria da Feira se vencer as eleições?
Poderia dar uma resposta demasiado longa, mas uma coisa é certa, os feirenses podem ficar com uma certeza, vão ter alguém com uma voz muito mais forte e muito menos um ‘yes-man’ nos centros de decisão. Os responsáveis políticos têm de dar um papel de relevo a Santa Maria da Feira, ou seja, dar-se ao respeito, não ter de andar com a ‘mão estendida’. Lamento dizê-lo publicamente, mas é aquilo que observo.
E em relação às freguesias do Concelho?
Que cheguem à conclusão de que valeu a pena a mudança, baseada num compromisso claro com a melhoria da qualidade de vida dos seus residentes e o progresso sustentável no concelho de Santa Maria da Feira.
Aponte três das principais bandeiras do seu programa eleitoral?
Para não falar da questão da habitação, da mobilidade, do desenvolvimento económico, da educação, da justiça e do ambiente, respondendo mais concretamente à questão, a saber: criação de um programa de apoio para colocação de relva natural em vez de relva sintética; criação de parques infantis, espaços verdes e de circuitos de manutenção; e, a mais importante de todas, aumentar a oferta da rede de cuidados continuados integrados no Concelho.
Túnel da Cruz e o Tribunal da Feira são dois dos dossiers que geram críticas da oposição. Também considera que se podia fazer algo diferente? O quê?
Relembro que são duas obras da responsabilidade do Estado Central, que até ao presente, o Poder Local não teve a capacidade de se impor, sublinho impor, a capacidade de resolver os dois dossiers e chamo atenção que é uma questão da área que envolve toda a região das Terras de Santa Maria.
O que se podia fazer diferente? Divulgar publicamente quem são os verdadeiros responsáveis da não resolução do problema, por exemplo, um outdoor a relembrar ao condutor, enquanto está na fila de trânsito, ou ao utente do tribunal, quanto custa o arrendamento do edifício do tribunal e assim talvez a opinião pública conseguisse alterar o rumo da situação.
“O principal objetivo é melhorar o resultado”
De 2017 para 2021, o CDS passou de terceira para quarta força política, perdeu percentagem e número de votos. Qual o objetivo para 2025? O que considera um bom resultado e um mau resultado?
Obviamente que em tese o objetivo é ganhar o ato eleitoral, mas tenho de ter a consciência que o histórico diz que o CDS nunca ganhou a eleição para a Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, daí o principal objetivo é melhorar o resultado [de 2021], ou seja, obter um resultado digno do nome do CDS. O que quero dizer com isto? Quem votar no CDS, que sinta um orgulho no resultado do partido e mesmo para aqueles que tiveram uma ligação ao partido ou à Juventude Centrista/Popular e que optaram por outra força política, que não fiquem desiludidos com o resultado do CDS.
Considera que os resultados que advierem das eleições Legislativas antecipadas podem ter influência nas Autárquicas?
Não porque o povo sabe ‘separar as águas’ e devemos saber respeitar o voto do povo.
Qual a principal mensagem (ou lema de campanha) que quer deixar aos feirenses?
‘Vamos ajudar!’. Vamos ajudar o concelho de Santa Maria da Feira a ser melhor.
Fora da vida política e profissional, quem é Frutuoso Tomé?
Uma pessoa normal que tem as suas virtudes e os seus defeitos como qualquer outra.
Fale-nos da paixão pelo colecionismo.
Vejo que fez o trabalho de casa. Talvez seja a forma que encontrei de manter a criança que existe dentro de mim. Uma coisa é certa, as crianças são a melhor ‘coisa’ do mundo.
O CDS é uma alternativa forte e bem preparada para responder às necessidades dos cidadãos
Frutuoso Tomé
O PARTIDO EM 2021

3,26% – % votos
2.275 – N.º votos
0 – N.º mandatos
1 – N.º membros AM
0 – N.º freguesias
CANDIDATO 2025

Frutuoso Tomé dos Santos Resende, natural de Fiães, nasceu a 1 de setembro de 1969 (55 anos) e, atualmente, exerce funções como Técnico Superior, integrando a equipa da Fundação INATEL Aveiro. No seu percurso académico conta com um Mestrado em Finanças, uma Licenciatura em Gestão de Empresas e uma Licenciatura em Contabilidade.
Segunda a CPC, “com esta candidatura, o CDS pretende apresentar uma visão de desenvolvimento sustentável para Santa Maria da Feira, focada na valorização cultural, na boa gestão dos recursos públicos e no bem-estar dos cidadãos”.